O impasse da vez está de novo nas mãos da Anatel. Ontem, o presidente da agência, Plínio Aguiar Júnior, anunciou que só retoma o leilão se as operadoras de telefonia fixa forem excluídas do WiMAX em suas áreas de concessão originais. Assim, a Telefônica, por exemplo, não poderia participar do leilão no estado de São Paulo, onde já opera.
Esse é um processo que vem se arrastando há meses. A Anatel exclui as operadoras do edital – e elas, por sua vez, entram com liminares contestando a medida. Só que agora a agência diz que não segue adiante de jeito nenhum enquanto as liminares não forem cassadas.
A Anatel afirma que a exclusão das teles tem o objetivo de estimular a competição na banda larga. Será que isso faz sentido? Em primeiro lugar, o próprio conceito do WiMAX vai contra a questão das barreiras geográficas. E é justamente aí que está uma das grandes sacadas da tecnologia, que chega a cobrir áreas de 50 quilômetros quadrados com uma antena (dependendo, é claro, das várias condições que regem o universo sem fio). De casas e prédios comerciais a estádios de futebol, o sinal trafega de forma transparente para os internautas.
Outro ponto que deve ser levado em conta é que várias operadoras enxergam o WiMAX, num primeiro momento, como uma forma de complementar a oferta de banda larga em áreas em que os cabos não chegam. Enquanto o impasse rola no governo, tem muito brasileiro que ainda tem de agüentar o irritante barulhinho do modem de uma conexão discada simplesmente por falta de opção de um serviço de banda larga.

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