Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que mostraram ele negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de BrasÃlia). Essa brincadeira seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, pai do dono da Gol.
As gravações foram feitas numa operação da polÃcia civil do DF, que descobriu um esquema de desvio de dinheiro do Banco. Roriz nega e diz que a sua parte seria pra pagar uma bezerra a ajudar um primo - daqueles mais pobrezinhos, que vivem no interior, talvez.
O pior aconteceu quando a revista Veja publicou matéria informando que Roriz utilizou parte dos 2,2 milhões para subornar juÃzes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.
Enquanto comandava o DF e sua gente pobre e carente do entorno, Roriz era o coronél. Ele teve seu nome constantemente envolvido em denúncias de corrupção, a maioria delas envolvendo a grilagem de terras no Distrito Federal. Sempre conseguiu se livrar de todas as acusações, muitas vezes contando com a grande influência que exerce sobre o judiciário local. Mas ele deve ter esquecido que agora estava no meio de gente grande e muito mais influente que ele, e dessa vez teve que renunciar ao cargo de Senador da República.
Viva BrasÃlia, viva o Brasil. Pra fechar com chave de ouro, assista um vÃdeo feito pelo pessoal do grupo de teatro G7, com um personagem igual do ex-governador da ilha, Joaquim Roriz:

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