A idéia do myBO é reunir pessoas e fornecer conteúdo, e ele faz isso muito bem. Uma das ferramentas que a rede oferece está focada em geomarketing, ela aponta as pessoas próximas a você e em quais atividades elas preferem se dedicar, então você pode reunir por exemplo 20 pessoas do seu bairro cadastradas por lá e sair para panfletar. O material, inclusive, é totalmente fornecido pelo myBO, você pode escolher, personalizar, imprimir e distribuir.
Porque ninguém evoluiu nisso antes? O custo com marketing fica de certa forma descentralizado e as doações recebidas podem ser reinvestidas em outros pontos, inclusive na melhoria da própria rede. E cá entre nós também, os americanos podem fazer isso com muito mais facilidade: Internet banda larga está presente em 55% das residências, o dobro das últimas eleições em 2004, além dos custos com material, que por lá é irrisório se comparado ao que gastamos no Brasil.
Barak Obama está usando a tecnologia a seu favor. E a tecnologia está aí, disponível para qualquer um que esteja disposto a investir um pouco da sua inteligência, deixando de lado os velhos modelos de condução das campanhas e partindo para o que é hype de uma forma útil e a seu favor. Não quero dizer que o discurso no palanque já deve ser esquecido, mas fechar os olhos para as tendências e não ser o primeiro a fazer algo que ninguém fez ainda pode custar muito lá na frente, como por exemplo 4 anos como presidente do mundo, digo, dos Estados Unidos.
Enquanto isso, no Brasil, você conhece algum candidato que mantém um blog (inclusive fora do período das campanhas)?

2 Comentários até agora
19/agosto/2008 @13:40
Fora isso, o Kassab fez aquela reunião com blogueiros e mantém um blog - acredito que só em período de eleição para isso acontecer mesmo.
31/agosto/2008 @22:26
Com relação ao cenário brasileiro, conheço um ou dois políticos aqui da cidade que mantêm sites fora do período eleitoral. Em suas páginas eles comentam propostas e falam de suas agendas, entre outras atividades, o que contribui para a proximidade entre eleitorado e político, e abre caminho para o respeito mútuo.
Apenas acredito que o modelo ainda não decolou totalmente por aqui por causa do despreparo, e também por conta dos entraves da nossa legislação, como dei a entender no meu texto.
Abraço!
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