|Hospedagem|Daniel Costa|Newton Wagner|OwShit|rePOGsitório|Desbloqueio iPhone|Nerd Shopping|Mais Brasileirinhas|VTNC
Fotos da Mulher Melancia Andressa Soares nua na Playboy de Junho de 2008
Mar 27

 

censuraA recente demissão do jornalista Paulo Henrique Amorim, ou PHA, do portal IG, onde tinha um blog chamado Conversa Afiada, causou surpresa e levantou dúvidas sobre a responsabilidade que os grandes portais têm como meios de comunicação.

O IG publicou um editorial assinado pelo Caio Túlio Costa - diretor presidente do Internet Group, ex-Fundação Padre Anchieta e ex-UOL - sobre a saída do jornalista, contando, claro, a sua versão da história. Hoje o antigo endereço do blog Conversa Afiada redireciona manualmente para a página 404 do IG. Cool, not?

Por outro lado, PHA lança seu próprio site e migra todo o conteúdo que tinha no IG pra lá. Vale lembrar que mesmo debaixo do IG, ele sempre falou o que pensava sobre o Daniel Dantas, a “BrOi” (Brasil Telecom + Oi), Citibank, e todos os demais envolvidos nesse conluio político. Eu assinava o feed dele porque acho muito bacana ler opiniões de jornalistas que tentam ser independentes, e até já “paguei pau” pro cara anteriormente, e estava certo.

Com esse resumo, fica meio óbvio porque ele foi sumariamente demitido e teve seu blog tirado do ar daquela forma. Indico alguns destaques do novo site do PHA:

Só falta o NOVO Conversa Afiada oferecer seu próprio feed RSS.

Jul 10

Sabia que agora você pode editar livremente a constituição brasileira? E o melhor de tudo, não precisa pagar mensalão a ninguém!

É essa a idéia do Frederick Van Amstel, editor do Usabilidoido, que criou a Assembléia Constitwiki, um wiki (site colaborativo cujo conteúdo pode ser editado por qualquer visitante) com o objetivo de incentivar a “discussão da Constituição brasileira”.

constitwiki.gif

O website, no formato de Wiki (como a Wikipedia), contém todos os textos da constituição brasileira, e, ao lado de cada artigo, existe um link “editar” que dá ao visitante o poder de ser um “parlamentar” e alterar alguma “coisinha” para se prevalecer.

Divirta-se exercitando a cidadania e sugerindo o que você acha correto nessa nova constituição brasileira.

Jul 05

Quem acompanhou o recente caso Roriz já deve ter percebido a movimentação do coronél de Brasília. Joaquim Roriz, ex-governador do Distrito Federal por 4 mandatos meteu os pés pelas mãos e se deu mal.

Roriz foi acusado de quebra de decoro após a divulgação de conversas telefônicas que mostraram ele negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília). Essa brincadeira seria feita no escritório do empresário Nenê Constantino, pai do dono da Gol.

As gravações foram feitas numa operação da polícia civil do DF, que descobriu um esquema de desvio de dinheiro do Banco. Roriz nega e diz que a sua parte seria pra pagar uma bezerra a ajudar um primo - daqueles mais pobrezinhos, que vivem no interior, talvez.

O pior aconteceu quando a revista Veja publicou matéria informando que Roriz utilizou parte dos 2,2 milhões para subornar juízes do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Distrito Federal em processo contra ele nas eleições do ano passado.

Enquanto comandava o DF e sua gente pobre e carente do entorno, Roriz era o coronél. Ele teve seu nome constantemente envolvido em denúncias de corrupção, a maioria delas envolvendo a grilagem de terras no Distrito Federal. Sempre conseguiu se livrar de todas as acusações, muitas vezes contando com a grande influência que exerce sobre o judiciário local. Mas ele deve ter esquecido que agora estava no meio de gente grande e muito mais influente que ele, e dessa vez teve que renunciar ao cargo de Senador da República.

Viva Brasília, viva o Brasil. Pra fechar com chave de ouro, assista um vídeo feito pelo pessoal do grupo de teatro G7, com um personagem igual do ex-governador da ilha, Joaquim Roriz:

Jun 13

Estados Unidos do Brasil

Recentemente temos visto e ouvido por todo canto - seja na TV, no rádio, em outdoors ou qualquer outro meio de comunicação - sobre o surgimento de dois “novos” partidos: os Democratas (sigla: DEM, nº: 25) e o Partido da República (sigla: PR, nº 22). A primeira coisa que me veio à mente foi: “Caramba! Até nisso estamos imitando os estadounidenses!”.

Realmente não há como negar a origem da inspiração para ambos, mas se olharmos de perto o que levou a criação destas duas legendas… o buraco é mais profundo! Bem mais!

Comecei a reparar em duas coisas intrigantes nas propagandas dos partidos que foram o uso de número de legenda que já conhecia de outros partidos e a aparição de políticos conhecidos na propaganda destes partidos.

DEMOCRATAS

dem.jpg“Ué! O Arruda acabou de ser eleito Governador do DF pelo PFL e está na propaganda deste novo partido, os Democratas? Peraí, mas o número de legenda deles é 25? Este é(ra) o número do PFL! Putz! Trocaram o nome do partido…”

Sim! No caso dos Democratas é apenas uma nova roupagem para um velho conhecido de todos nós: o PFL. Mas porque o novo nome? Simples: Nas últimas eleições o PFL perdeu 19 cadeiras na Câmara Federal e 1 no Senado. Também só conseguiu a eleição de um Governador e sua aliança com o PSDB para as eleições presidenciais (lançando o senador José Jorge como candidato à vice-presidência na chapa de Geraldo Alckmin) também fracassou. Então, para recuperar a imagem, decidiram mudar o nome. Afinal, brasileiro tem memória curta mesmo e assim os mais desinteressados pela política nem vão notar que não é um partido novo, mas um velho partido, com figurinhas carimbadas, se disfarçando atrás deste novo nome. Além disso, os simpatizantes dos EUA vão adorar a semelhança no nome e assim eles conseguem algumas centenas de milhares de votos ocasionais… mas neste último quesito terão que competir com os Republicanos.

PARTIDO DA REPÚBLICA

pr.jpgA origem do PR ocorreu por motivo distinto, mas nem por isso mais interessante: Para atingir as metas da “Cláusula de Barreira“, o PL e o PRONA fundiram-se formando o novo partido. Assim, os nossos Republicanos surgiram no cenário nacional para contornar um dispositivo da lei eleitoral brasileira. Outros partidos também estavam em processo de fusão, mas o PR foi o único que a manteve depois que a “Cláusula de Barreira” foi julgada inconstitucional pelo STF.

Resta saber se este vai dar certo, já que se trata da fusão de partidos com uma visão muito divergente. Enquanto o PL apoiou a eleição e re-eleição de Lula, sendo o vice-presidente José Alencar partidário do PL em 2002 (o escândalo do Mensalão o fez trocar de partido), o PRONA, quando não lançou candidato próprio à presidência, permaneceu sempre neutro.

Aliás, ambos os partidos são responsáveis por algumas das situações mais hilárias que já presenciei em campanhas políticas: nas eleições de 1989 surgiu o grito de guerra de Enéas Carneiro, candidato pelo PRONA (Meu nome é ENÉÉÉAS!!!) e o jingle mais tosco e nonsense de todos os tempos, de Guilherme Afif Domingos, candidato pelo PL (”dois patinhos na lagoa, é Afif vinte e dois!”). Se bem que em termos de nonsense as eleições de 1989 são campeãs! 21 candidatos, Silvio Santos se aventurando na política (o 22º candidato)… resumindo, uma zona!


Este artigo foi escrito pelo convidado Jaderson Sathler, analista de sistemas e mais um desiludido com a política brasileira nas horas vagas. Ele também escreve para o Fundo do Armário, um blog sobre “nostalgia digital”.

Fechar
Envie por e-mail